Epilepsia en la infancia: ¿existe una edad mínima para que aparezca?
Aprenda a reconocer señales sutiles más allá de las convulsiones y sepa cuándo buscar ayuda especializada desde una edad temprana
O desafio do diagnóstico precoce em crianças
Não existe uma idade mínima fixa para o surgimento da epilepsia. A condição pode se manifestar em qualquer fase da vida, desde recém-nascidos até a idade adulta, embora alguns tipos de epilepsia sejam mais comuns em determinadas faixas etárias. Algumas síndromes epilépticas são mais comuns na infância, como a epilepsia de ausência infantil. Estima-se que cerca de metade dos casos de epilepsia comece na infância ou adolescência. 1,2
A epilepsia nem sempre se manifesta com quedas ou tremores, como muitas pessoas imaginam. Em crianças, as crises podem ser extremamente sutis, assemelhando-se a momentos de distração, movimentos repetitivos ou “tiques” involuntários.²
Devido a essa natureza discreta, muitos pais e professores demoram a perceber que o comportamento da criança pode estar relacionado a alterações na atividade elétrica do cérebro. Identificar esses sinais precocemente é vital para garantir que o desenvolvimento cognitivo e escolar da criança não seja prejudicado.²
Sinais de alerta que merecem atenção
As crises ‘sutis’ podem variar conforme a área do cérebro afetada. Segundo especialistas, alguns sinais são mais frequentes e exigem atenção especial por parte dos responsáveis³.
● Crises de ausência: A criança apresenta um ‘olhar vazio’ e interrompe subitamente o que estava fazendo, como se tivesse ‘desligado’ por alguns segundos. Ela não responde a chamados e retorna à atividade sem consciência do que aconteceu.¹
● Automatismo: Movimentos involuntários e repetitivos, como mastigar sem ter nada na boca, tensão labial, mexer excessivamente na roupa ou piscar repentinamente ou de forma rítmica.²
● Crises atônicas: Episódios breves de perda de tônus muscular que podem causar uma “queda de cabeça” súbita ou fazer com que a criança deixe cair objetos das mãos sem explicação.³
● Mudanças sensoriais: Relatos da criança sobre cheiros estranhos, sabores metálicos ou sensações de formigamento que ocorrem de forma repetitiva e súbita.¹
Como agir ao suspeitar de crises sutis
Se você notar comportamentos repetitivos ou momentos de “desconexão” que ocorrem várias vezes ao dia, o primeiro passo é observar o padrão. Registrar esses episódios em vídeos pode ser uma ferramenta valiosa para o neuropediatra durante a consulta, pois facilita a diferenciação entre um comportamento normal da infância e uma crise epiléptica². O diagnóstico geralmente envolve a análise do histórico clínico associado a exames como o eletroencefalograma (EEG), que mapeia a atividade elétrica cerebral enquanto a criança descansa ou realiza tarefas simples¹.
Fique atento aos sinais
Reconhecer que a epilepsia na infância pode ser silenciosa é fundamental para oferecer o suporte adequado o mais cedo possível. O tratamento correto permite que a maioria das crianças tenha uma vida escolar e social ativa e saudável, atingindo todos os seus marcos de desenvolvimento¹. Ao notar qualquer sinal atípico, mantenha a calma, anote a frequência dos episódios e converse com um especialista. A informação é a melhor ferramenta para proteger o futuro e a saúde do seu filho².
Referências:
1.Mass General for Children. Epilepsy in children: education and diagnosis. Disponível em: https://www.massgeneral.org/children/epilepsy/education/diagnosis. Acesso em: 16 mar. 2026.
2.Cleveland Clinic. Epilepsy in children: symptoms and causes. Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/12252-epilepsy-in-children. Acesso em: 16 mar. 2026.
3.The Royal Children's Hospital Melbourne. Kids Health Info: Epilepsy. Disponível em: https://www.rch.org.au/kidsinfo/fact_sheets/Epilepsy/. Acesso em: 16 mar. 2026.